Hoje o dia começou com uma polêmica envolvendo cabelos e homens. Tudo partiu de um e-mail enviado que continha o seguinte: “'Homem tem que ser tratado como tratamos o cabelo! Num dia a gente prende, no outro solta, num dia a gente alisa, no outro enrola, dá uma cortada quando precisa. Numa semana a gente amacia, na outra é só jogar de lado e ele fica ótimo! Fala a verdade... cabelo dá trabalho...
Mas a mulher consegue viver careca????”
À bem da verdade, pense numa “puesia” sincera.
Homem é um bicho complicado. Porque se você prende demais, é controladora. Se solta, não tá nem aí. Se alisa demais, é pegajosa. Se não alisa, é fria. Se enrola, não presta. Se corta, é grossa. Eita, vai entender.
É, mas mesmo complicando, ninguém quer ficar “careca”.
O pior de ter um cabelo que não nos satisfaz é deixar com que isso tome conta da nossa vida... Começamos a nos achar tão feias e desajeitadas que perdemos a vontade de arrumar os cabelos, mudá-los. Acostumamo-nos a ele. Passamos a viver em função de um cabelo que nem ta lá essas coisas, mas que ainda quebra um galho.
Daí, quando damos uma mudada (pinta daqui, corta dali, alisa, dá chapinha, faz franja, escova inteligente, baby liss, tanto faz), muda tudo mesmo. Passamos a ser a mais fatal e sentimo-nos a mais cobiçada das mulheres. O espelho vira nosso best friend e, aonde quer que nós vamos, ele vai tá lá com a gente.
Por isso sou tão a favor da mudança. Tá com pontas duplas, colega? Corta. Mas o bom é cortar o mal pela raiz mesmo, e renovar-se, refazer-se, sentir-se como se no centro do mundo fossem só você e o seu cabelo novo.
Aí, no meio de toda a polêmica, vem uma amiga inspirada e me solta uma dessa:
“Engraçado, nunca mais eu alisei o meu picumã. Ando tão desprendida do cabelo que este já se adaptou ao meu (mau) humor e tá lá...de qualquer jeito, até que venha alguém e "ajeite" ele pra mim. Às vezes eu até prendo no estilo piniqueira , ou seja, com uma piranha (oi?), mas ele tá lá...sempre comigo porque ninguém quer ficar careca, mas sabe aqueles dias que você olha no espelho e diz "cansei do meu cabelo, ele não tá me ajudando a me sentir mais bonità" e aí você se sente pra baixo, não quer sequer olhar no espelho pra não ter que reclamar do seu cabelo de novo e às vezes até olhas as revistas de celebridades e delira pensando "ah, se eu tivesse um cabelo desse, eu seria mais feliz" mas nem é...as celebridades sofrem igual a gente, talvez menos porque elas tem dinheiro pra ir no Marco Antonio de Biaggi (o melhor amigo gay pra satisfazê-las). mas em resumo, ninguém ta satisfeita com o cabelo que tem, ou pelo menos, não por tanto tempo!!!”
Impressionante como a insatisfação feminina é unânime, das solteiras, namoradas, casadas, separadas, viúvas, com filhos, sem filhos, loiras, ruivas, morenas, pardas, mulatas, negras. Mas ela passa sempre. E, quando passa, vem uma força surpreendentemente única. Exclusiva do sexo frágil que tem em seu cabelo o equilíbrio comportamental, psicológico e físico.
sábado, 18 de setembro de 2010
quarta-feira, 8 de setembro de 2010
Bendito fruto é o que és!
Apesar de reclamar diariamente de como filho prende a gente, confesso que minha vida sem Guilherme, meu único e amado filho, não teria tanta graça. Tão bonitinho vê-lo aprendendo uma coisa nova, uma palavra nova, ainda mais por sua esperteza.
No alto de quase três anos, completos no próximo dia 19, Gui quase sempre termina frases com "voxê entendeu?" Alguém aí sabe me dizer exatamente qual idade compreende a fase dos porquês? Porque eu tenho quase certeza de que não é perto dos três. Pense num bichinho curioso.
Eu doente e ele solta: "mamãe, voxê vai pa unimed? eu disse, rindo muito, claro: "e tu por acaso sabe o que é unimed, guilherme?" "xei, é o 'hopital'"
E eu nunca contei o que ele quer ser quando crescer: "cantor e batelita" e ainda complementa: "cantor de 'ock'(ele chama guns n' roses de rock); cantor de tchulutchu (capital inicial); cantor de hehehei (biquíni cavadão) e luan xantana."
Pois é, é envolvido a tanta música adulta e cabeça que ele vive. Que bom né? Mas é muito comum ouvi-lo: "Meu pintinho amalelinhoooo..."
Aaah, só para registrar: ele vai ganhar uma bateria de verdade no aniversário. Vizinhos, tapem os ouvidos.
Tô pagando pra ver a carinha de alegria, admiração, satisfação, realização quando ele vir a bateria.
Eu prometo que conto tudo depois.
Esse menino é uma onda. Eita, João Guilherme, mamãe te ama.
No alto de quase três anos, completos no próximo dia 19, Gui quase sempre termina frases com "voxê entendeu?" Alguém aí sabe me dizer exatamente qual idade compreende a fase dos porquês? Porque eu tenho quase certeza de que não é perto dos três. Pense num bichinho curioso.
Eu doente e ele solta: "mamãe, voxê vai pa unimed? eu disse, rindo muito, claro: "e tu por acaso sabe o que é unimed, guilherme?" "xei, é o 'hopital'"
E eu nunca contei o que ele quer ser quando crescer: "cantor e batelita" e ainda complementa: "cantor de 'ock'(ele chama guns n' roses de rock); cantor de tchulutchu (capital inicial); cantor de hehehei (biquíni cavadão) e luan xantana."
Pois é, é envolvido a tanta música adulta e cabeça que ele vive. Que bom né? Mas é muito comum ouvi-lo: "Meu pintinho amalelinhoooo..."
Aaah, só para registrar: ele vai ganhar uma bateria de verdade no aniversário. Vizinhos, tapem os ouvidos.
Tô pagando pra ver a carinha de alegria, admiração, satisfação, realização quando ele vir a bateria.
Eu prometo que conto tudo depois.
Esse menino é uma onda. Eita, João Guilherme, mamãe te ama.
segunda-feira, 23 de agosto de 2010
O "agorismo" em que se vive
É frequente eu sentar e pensar no que escrever. E mais ainda achar que nada de bom vai sair, ou nada de interessante, ou nada.
A gente costuma viver tão apressadamente, ansiosamente, tão superficialmente, que até pra se aprofundar em algum assunto é difícil.
Justamente por causa dessa pressa e dessa ansiedade é que a vida acaba se tornando superficial. A gente acaba deixando passar muita coisa, muitas pessoas, muitas oportunidades. Porque é claro que a pressa, muitas vezes, atrapalha nossa percepção. Percepção não, nossa capacidade de assimilação e raciocínio do que é bom e do que é ruim.
Geralmente a gente vive da instantaneidade. Não interessa se a minha escolha de hoje não seja tão interessante hoje, mas promissora amanhã. Ela tem que me trazer garantias agora, tem que me deixar feliz agora, tem que trazer retorno agora.
É essa instantaneidade que causa uma frustração de proporções homéricas.
A brevidade que a gente vive hoje traz malefícios por um longo tempo. Imagine aquele que tem um desejo avassalador e que vai em busca desse "agorismo", sem medir consequências, sem pensar em, pelo menos, no amanhã. Transa hoje ali mesmo, numa rua escura, sem camisinha: gravidez, doença... Se não pensou no amanhã, quiçá em nove meses posteriores. (Um exemplo bem simples.)
Lembrei agora que há aquela tese de que "tudo na vida tem um lado bom e outro ruim". Tentei encaixá-la no assunto, mas não encontrei nada de bom em se viver da instantaneidade. Alguém aí sabe? Por favor, compartilhe!
Para aqueles que, costumeiramente, não se arrependem do que fazem (como eu), essa pressa pode ser uma boa. Taí um lado bom. Acabei de achar. Porque a instantaneidade nos dá oportunidade de viver mais coisas do que aquela pessoa que consegue fazer tudo racional e moderamente. Ok, ok, tem seu lado ruim, contudo engrandecedor e, mais ainda, eu diria que é uma ótima forma para amadurecer. Já que a instantaneidade nos faz cometer mais erros (estatisticamente, se eu tento mais, logo, a probabilidade de eu errar mais também é maior - e a gente aprende com os erros, certo?), isso me leva a crer que eu aprendo mais do que aquele que não tenta com tanta assiduidade.
Então, pesando aqui e ali, eu prefiro viver nessa ansiedade, nessa instantaneidade, nesse agorismo, errando, mas evoluindo, aprendendo, amadurecendo. E ainda tirando uma casquinha de tantas oportunidades aproveitadas, e não perdidas.
A gente costuma viver tão apressadamente, ansiosamente, tão superficialmente, que até pra se aprofundar em algum assunto é difícil.
Justamente por causa dessa pressa e dessa ansiedade é que a vida acaba se tornando superficial. A gente acaba deixando passar muita coisa, muitas pessoas, muitas oportunidades. Porque é claro que a pressa, muitas vezes, atrapalha nossa percepção. Percepção não, nossa capacidade de assimilação e raciocínio do que é bom e do que é ruim.
Geralmente a gente vive da instantaneidade. Não interessa se a minha escolha de hoje não seja tão interessante hoje, mas promissora amanhã. Ela tem que me trazer garantias agora, tem que me deixar feliz agora, tem que trazer retorno agora.
É essa instantaneidade que causa uma frustração de proporções homéricas.
A brevidade que a gente vive hoje traz malefícios por um longo tempo. Imagine aquele que tem um desejo avassalador e que vai em busca desse "agorismo", sem medir consequências, sem pensar em, pelo menos, no amanhã. Transa hoje ali mesmo, numa rua escura, sem camisinha: gravidez, doença... Se não pensou no amanhã, quiçá em nove meses posteriores. (Um exemplo bem simples.)
Lembrei agora que há aquela tese de que "tudo na vida tem um lado bom e outro ruim". Tentei encaixá-la no assunto, mas não encontrei nada de bom em se viver da instantaneidade. Alguém aí sabe? Por favor, compartilhe!
Para aqueles que, costumeiramente, não se arrependem do que fazem (como eu), essa pressa pode ser uma boa. Taí um lado bom. Acabei de achar. Porque a instantaneidade nos dá oportunidade de viver mais coisas do que aquela pessoa que consegue fazer tudo racional e moderamente. Ok, ok, tem seu lado ruim, contudo engrandecedor e, mais ainda, eu diria que é uma ótima forma para amadurecer. Já que a instantaneidade nos faz cometer mais erros (estatisticamente, se eu tento mais, logo, a probabilidade de eu errar mais também é maior - e a gente aprende com os erros, certo?), isso me leva a crer que eu aprendo mais do que aquele que não tenta com tanta assiduidade.
Então, pesando aqui e ali, eu prefiro viver nessa ansiedade, nessa instantaneidade, nesse agorismo, errando, mas evoluindo, aprendendo, amadurecendo. E ainda tirando uma casquinha de tantas oportunidades aproveitadas, e não perdidas.
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
O que você pode fazer para sentir-se feliz?
Coragem. Essa palavra falta a muitos e em muitas relações humanas.
Se há algo que o deixa insatisfeito, aprenda que sem coragem a insatisfação permanece. E isso tende a aumentar e fazê-lo sentir-se cada vez pior.
Se existem pessoas magoando-o, ficar de braços dados, e mais uma vez sem coragem, nada vai adiantar. É preciso encarar os problemas, as pessoas, os medos.
Nós nos acostumamos muito facilmente a situações e formas de vida. Nós nos conformamos muito facilmente a tudo que nos envolve e está ao nosso redor.
É o amor que acabou, mas é conveniente. É o emprego que não o agrada, mas não o deixa desempregado. É a convivência em casa que é problemática, mas que o deixa guardado.
Se tudo que fizéssemos fosse realmente por vontade, com dedicação, sem acomodação, não haveria tantas pessoas tão arrependidas que chegam a ficar doentes.
Para todas as nossas relações é preciso ter coragem. Ter coragem de mudar, de se tornar melhor, e recomeçar do zero. Coragem para sair daquele relacionamento que a única coisa em comum é o fato de estarem acomodados. Um relacionamento em que não há mais carinho, respeito, amor e tantas coisas que dão sustento a duas vidas que planejam viver juntas.
É preciso ter coragem para sair daquele emprego que garante seu salário no final do mês, mas que não garante paz, liberdade, sentimento de satisfação e realização. Vá em busca do que o faz feliz. Nem sempre o dinheiro precisa falar mais alto. Ser materialista não vai garantir um futuro de felicidade, de realização. Fazer o que gosta pode até não deixá-lo rico, mas o torna um ser humano contente, bem-humorado, satisfeito e torna-o um excelente profissional.
Está com problemas na sua convivência em casa? Vamos, crie CORAGEM, mude-se, faça diferente.
Se as pessoas agissem levando em conta o próprio bem-estar e o do próximo, haveria menos casos de depressão, estresse, estafa...
O que você não pode fazer é deixar com que a falta de CORAGEM o impeça de crescer, de viver com qualidade de vida, satisfatoriamente.
Acabe o namoro, o casamento, o noivado, o tico-tico no fubá, tudo que o faz infeliz.
Troque de emprego, de casa, de carro, de roupa, tudo aquilo que não o satisfaz.
Tranque a faculdade, comece outro curso, desista e parta para outra, invista na sua felicidade plena.
E se, ao fazer tudo isso, arrepender-se e quiser voltar atrás, não titubeie, crie CORAGEM, e volte atrás.
O que não pode é viver pelos outros, para os outros, sem sentir-se completo.
Crie coragem e faça o melhor que a vida tem para você.
(Eu criei coragem e recomecei do zero! Quer experimentar? Comece hoje!)
Coragem. Essa palavra falta a muitos e em muitas relações humanas.
Se há algo que o deixa insatisfeito, aprenda que sem coragem a insatisfação permanece. E isso tende a aumentar e fazê-lo sentir-se cada vez pior.
Se existem pessoas magoando-o, ficar de braços dados, e mais uma vez sem coragem, nada vai adiantar. É preciso encarar os problemas, as pessoas, os medos.
Nós nos acostumamos muito facilmente a situações e formas de vida. Nós nos conformamos muito facilmente a tudo que nos envolve e está ao nosso redor.
É o amor que acabou, mas é conveniente. É o emprego que não o agrada, mas não o deixa desempregado. É a convivência em casa que é problemática, mas que o deixa guardado.
Se tudo que fizéssemos fosse realmente por vontade, com dedicação, sem acomodação, não haveria tantas pessoas tão arrependidas que chegam a ficar doentes.
Para todas as nossas relações é preciso ter coragem. Ter coragem de mudar, de se tornar melhor, e recomeçar do zero. Coragem para sair daquele relacionamento que a única coisa em comum é o fato de estarem acomodados. Um relacionamento em que não há mais carinho, respeito, amor e tantas coisas que dão sustento a duas vidas que planejam viver juntas.
É preciso ter coragem para sair daquele emprego que garante seu salário no final do mês, mas que não garante paz, liberdade, sentimento de satisfação e realização. Vá em busca do que o faz feliz. Nem sempre o dinheiro precisa falar mais alto. Ser materialista não vai garantir um futuro de felicidade, de realização. Fazer o que gosta pode até não deixá-lo rico, mas o torna um ser humano contente, bem-humorado, satisfeito e torna-o um excelente profissional.
Está com problemas na sua convivência em casa? Vamos, crie CORAGEM, mude-se, faça diferente.
Se as pessoas agissem levando em conta o próprio bem-estar e o do próximo, haveria menos casos de depressão, estresse, estafa...
O que você não pode fazer é deixar com que a falta de CORAGEM o impeça de crescer, de viver com qualidade de vida, satisfatoriamente.
Acabe o namoro, o casamento, o noivado, o tico-tico no fubá, tudo que o faz infeliz.
Troque de emprego, de casa, de carro, de roupa, tudo aquilo que não o satisfaz.
Tranque a faculdade, comece outro curso, desista e parta para outra, invista na sua felicidade plena.
E se, ao fazer tudo isso, arrepender-se e quiser voltar atrás, não titubeie, crie CORAGEM, e volte atrás.
O que não pode é viver pelos outros, para os outros, sem sentir-se completo.
Crie coragem e faça o melhor que a vida tem para você.
(Eu criei coragem e recomecei do zero! Quer experimentar? Comece hoje!)
segunda-feira, 5 de julho de 2010
SOS Pernambuco
Caros colegas, passei algum tempo longe daqui por motivos profissionais e achei mais do que justo voltar à ativa colaborando com uma campanha de solidariedade.
Vamos nos solidarizar com os nossos conterrâneos que perderam tudo por causa das chuvas do mês de junho.
São milhares de pessoas desabrigadas, sem comida, sem roupa, sem água. Muitos perderam tudo, menos a esperança de serem ajudados.
Vamos colaborar e por em prática um dos mais bonitos ensinamentos do mestre Jesus: Ama ao próximo como a ti mesmo.
Quem tiver oportunidade ajude também sendo voluntário. Cada um é útil de alguma forma. Toda ajuda é bem-vinda, tanto de donativos quanto de trabalho.
Procure os postos de doação na sua cidade.
Durma de alma e coração limpos.
Vamos nos solidarizar com os nossos conterrâneos que perderam tudo por causa das chuvas do mês de junho.
São milhares de pessoas desabrigadas, sem comida, sem roupa, sem água. Muitos perderam tudo, menos a esperança de serem ajudados.
Vamos colaborar e por em prática um dos mais bonitos ensinamentos do mestre Jesus: Ama ao próximo como a ti mesmo.
Quem tiver oportunidade ajude também sendo voluntário. Cada um é útil de alguma forma. Toda ajuda é bem-vinda, tanto de donativos quanto de trabalho.
Procure os postos de doação na sua cidade.
Durma de alma e coração limpos.
quarta-feira, 21 de abril de 2010
Cuidado com o bicho-papão
Era costume assustar crianças com as histórias do tal "bicho-papão", uma criatura feia que pegava menino malcriado, desobediente e que gostava de ficar na rua.
No tempo em que as crianças ainda podiam brincar na frente de casa ou na casa de amigos sem tanta preocupação, o bicho-papão estava apenas na imaginação dos pequenos e nas criativas estórias dos pais. Hoje, em pleno século 21, o que não se esperava é que esse bicho-papão viesse assustar de verdade. Mas não as crianças desta vez, e sim os seus pais. Ele saiu da imaginação e da criatividade e passou a morar nas ruas,
na casa ao lado, dentro das igrejas ou, não tão distante, dentro de casa. O perigo está próximo, às vezes, muito mais do que se imagina.
O bicho-papão do novo milênio vem de mansinho, amigavelmente, sem deixar qualquer suspeita. Mostra-se prestativo, atencioso, ganha a confiança do adulto para, então, aproximar-se do inocente. Este aceita seus presentes ingenuamente, acreditando
merecer por ser bonzinho ou por acreditar que o tal é bonzinho. Quando se trata de uma criança com maior noção de perigo, cala-se por medo de ameaças, por medo de ser repreendida em casa, medo de ser tachada de culpada; por achar, muitas vezes, que a atitude daquela criatura feia tornou-a impura, suja.
O bicho-papão é, em quase cem por cento dos casos, homem. Comporta-se normalmente entre adultos, vive harmoniosamente entre a sociedade e consegue ter cinismo e frieza suficientes para frequentar a vida da vítima sem demonstrar qualquer sinal de desvio de comportamento. Ou qualquer arrependimento. Há tipos variados dessa estranha espécie, que em comum têm o intolerável e revoltante desejo por seres indefesos e incapazes de entender essa obsessão por seus corpos não-desenvolvidos. Por incrível que pareça, um dos tipos que mais amedrontam não é o que frequantemente aparece. Aquele bicho-papão que mora nas ruas causa pânico aos pais por representar um perigo mais difícil de ser combatido. Afinal, não se sabe quem é.
Existe também aquele tipo que representa sabedoria e inspira confiança; que serve de exemplo de bondade e de ombro amigo para tantos fiéis. O bicho-papão das igrejas é um dos mais revoltantes. Todos os seus falsos-sermões e sua falsa-moralidade escondem um desejo íntimo dissimulado por uma falsa-imagem de santidade que se passa. Esse tipo de bicho-papão é acobertado por uma Instituição de renome e, dificilmente, é punido, ficando livre para atacar de novo.
Porém, o pior tipo dessa espécie é aquele que vive perto, conhece sua rotina e aproveita-se dessas vantagens para agir. O bicho-papão da família carrega uma obsessão monstruosa e repugnante, que desconsidera qualquer laço consanguíneo, quando
o tem. São pais, tios, irmãos, avôs, padrastos que roubam infância, inocência e sonhos em nome de um desejo tão sujo quanto seus atos.
Indubitavelmente, quem mais perde são as vítimas, que têm sua ingenuidade e parte de sua vida tomadas, muitas vezes deixando traumas e cicatrizes irreversíveis. A justiça precisa olhar o bicho-papão como um indivíduo frio, malvado, calculista, e não como uma criatura doente que precisa de cuidados. De cuidados quem precisa é a família que foi atacada por ele, um monstro feio e asqueroso, que gosta de meninos e meninas, de preferência sem possibilidade de defesa.
No tempo em que as crianças ainda podiam brincar na frente de casa ou na casa de amigos sem tanta preocupação, o bicho-papão estava apenas na imaginação dos pequenos e nas criativas estórias dos pais. Hoje, em pleno século 21, o que não se esperava é que esse bicho-papão viesse assustar de verdade. Mas não as crianças desta vez, e sim os seus pais. Ele saiu da imaginação e da criatividade e passou a morar nas ruas,
na casa ao lado, dentro das igrejas ou, não tão distante, dentro de casa. O perigo está próximo, às vezes, muito mais do que se imagina.
O bicho-papão do novo milênio vem de mansinho, amigavelmente, sem deixar qualquer suspeita. Mostra-se prestativo, atencioso, ganha a confiança do adulto para, então, aproximar-se do inocente. Este aceita seus presentes ingenuamente, acreditando
merecer por ser bonzinho ou por acreditar que o tal é bonzinho. Quando se trata de uma criança com maior noção de perigo, cala-se por medo de ameaças, por medo de ser repreendida em casa, medo de ser tachada de culpada; por achar, muitas vezes, que a atitude daquela criatura feia tornou-a impura, suja.
O bicho-papão é, em quase cem por cento dos casos, homem. Comporta-se normalmente entre adultos, vive harmoniosamente entre a sociedade e consegue ter cinismo e frieza suficientes para frequentar a vida da vítima sem demonstrar qualquer sinal de desvio de comportamento. Ou qualquer arrependimento. Há tipos variados dessa estranha espécie, que em comum têm o intolerável e revoltante desejo por seres indefesos e incapazes de entender essa obsessão por seus corpos não-desenvolvidos. Por incrível que pareça, um dos tipos que mais amedrontam não é o que frequantemente aparece. Aquele bicho-papão que mora nas ruas causa pânico aos pais por representar um perigo mais difícil de ser combatido. Afinal, não se sabe quem é.
Existe também aquele tipo que representa sabedoria e inspira confiança; que serve de exemplo de bondade e de ombro amigo para tantos fiéis. O bicho-papão das igrejas é um dos mais revoltantes. Todos os seus falsos-sermões e sua falsa-moralidade escondem um desejo íntimo dissimulado por uma falsa-imagem de santidade que se passa. Esse tipo de bicho-papão é acobertado por uma Instituição de renome e, dificilmente, é punido, ficando livre para atacar de novo.
Porém, o pior tipo dessa espécie é aquele que vive perto, conhece sua rotina e aproveita-se dessas vantagens para agir. O bicho-papão da família carrega uma obsessão monstruosa e repugnante, que desconsidera qualquer laço consanguíneo, quando
o tem. São pais, tios, irmãos, avôs, padrastos que roubam infância, inocência e sonhos em nome de um desejo tão sujo quanto seus atos.
Indubitavelmente, quem mais perde são as vítimas, que têm sua ingenuidade e parte de sua vida tomadas, muitas vezes deixando traumas e cicatrizes irreversíveis. A justiça precisa olhar o bicho-papão como um indivíduo frio, malvado, calculista, e não como uma criatura doente que precisa de cuidados. De cuidados quem precisa é a família que foi atacada por ele, um monstro feio e asqueroso, que gosta de meninos e meninas, de preferência sem possibilidade de defesa.
quarta-feira, 7 de abril de 2010
Forró para todos os gostos
Eu também acho um desrespeito aos preceitos morais e aos bons-costumes as letras escrachadas do forró estilizado. Mas proibir totalmente as bandas de se apresentarem no palco do Maior e Melhor São João do Mundo é, igualmente, um desrespeito. À democracia. É claro que houve quem aprovasse a medida adotada no ano passado pelos responsáveis pelos eventos culturais de Caruaru - dentre eles, falsos-intelectuais já citados noutro momento. Mas o fato é que muita gente ficou descontente e isso pôde-se notar lá no Pátio do Forró, com o "minguado" número de foliões que passaram por lá nas noites de principais atrações.
Há de se pensar que o São João não só é esperado pelos 30 dias de festa em si. Existem milhares de comerciantes ansiosos pela melhor temporada do ano. Caruaru respira São João. Essa festa impulsiona todos os tipos de comércio, e alavanca uma série de empregos diretos ou indiretos. Além de ser a Capital do Forró, Caruaru é uma das cidades do Polo da Moda do Agreste; da Maior Feira ao ar Livre do Mundo; do Maior Centro de Artes Figurativas das Américas; a cidade ainda tem a Feira de Artesanato, que é Patrimônio Imaterial, por isso atrai ainda mais turistas.
Para segurar todos esses turistas, como vinha acontecendo, é preciso atender a todos os gostos e tornar a festa democrática. Quer ser diferente? Existem outras maneiras. Por exemplo, atendam aos pedidos da turma do rock para fazer um Polo só para eles.
Mas já dizem por aí que neste ano vêm mudanças, já que as reclamações foram muitas. Inclusive, a presença das bandas Chiclete com Banana (com seu repertório de forró, claro) e Aviões do Forró. As demais bandas que vierem, terão de seguir as regras ditadas no contrato: nada de roupas curtas ou músicas apelativas. Pelo menos já se nota que o direito à democracia foi respeitado. Os comerciantes já começam a comemorar, acreditando numa melhora. E os foliões, contando os dias para ver o velho Pátio lotado, como há alguns anos.
Vamos esperar.
Há de se pensar que o São João não só é esperado pelos 30 dias de festa em si. Existem milhares de comerciantes ansiosos pela melhor temporada do ano. Caruaru respira São João. Essa festa impulsiona todos os tipos de comércio, e alavanca uma série de empregos diretos ou indiretos. Além de ser a Capital do Forró, Caruaru é uma das cidades do Polo da Moda do Agreste; da Maior Feira ao ar Livre do Mundo; do Maior Centro de Artes Figurativas das Américas; a cidade ainda tem a Feira de Artesanato, que é Patrimônio Imaterial, por isso atrai ainda mais turistas.
Para segurar todos esses turistas, como vinha acontecendo, é preciso atender a todos os gostos e tornar a festa democrática. Quer ser diferente? Existem outras maneiras. Por exemplo, atendam aos pedidos da turma do rock para fazer um Polo só para eles.
Mas já dizem por aí que neste ano vêm mudanças, já que as reclamações foram muitas. Inclusive, a presença das bandas Chiclete com Banana (com seu repertório de forró, claro) e Aviões do Forró. As demais bandas que vierem, terão de seguir as regras ditadas no contrato: nada de roupas curtas ou músicas apelativas. Pelo menos já se nota que o direito à democracia foi respeitado. Os comerciantes já começam a comemorar, acreditando numa melhora. E os foliões, contando os dias para ver o velho Pátio lotado, como há alguns anos.
Vamos esperar.
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