sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Despenteie-se!!!

Recebi este texto por e-mail hoje pela manhã. Não costumo dar muita atenção a esses textos de "autoajuda", mas gostei deste. A autoria é desconhecida.


Hoje aprendi que é preciso deixar que a vida te despenteie. Por isso decidi aproveitar a vida com mais intensidade…

O mundo é louco, definitivamente louco… O que é gostoso engorda. O que é lindo custa caro. O sol que ilumina o teu rosto enruga.

E o que é realmente bom dessa vida despenteia… – Fazer amor despenteia. – Rir às gargalhadas despenteia. – Viajar, voar, correr, entrar no mar despenteia. – Tirar a roupa despenteia. – Beijar a pessoa amada despenteia. – Brincar despenteia. – Cantar até ficar sem ar despenteia. – Dançar até duvidar se foi boa ideia colocar aqueles saltos gigantes essa noite, deixa seu cabelo irreconhecível…

Então, como sempre, cada vez que nos vejamos, eu vou estar com o cabelo bagunçado… mas pode ter certeza de que estarei passando pelo momento mais feliz da minha vida. É a lei da vida: sempre vai estar mais despenteada a mulher que decide ir no primeiro carrinho da montanha russa do que aquela que decide não subir.

Pode ser que me sinta tentada a ser uma mulher impecável, toda arrumada por dentro e por fora. O aviso de páginas amarelas deste mundo exige boa presença: arrume o cabelo, coloque, tire, compre, corra, emagreça, coma coisas saudáveis, caminhe direito, fique séria… talvez devesse seguir as instruções, mas quando vão me dar a ordem de ser feliz?

Por acaso não se dão conta de que para ficar bonita eu tenho que me sentir bonita? A pessoa mais bonita que posso ser! O que realmente importa é que, ao me olhar no espelho, veja a mulher que devo ser. Por isso, minha recomendação a todas as mulheres:


Entregue-se, coma coisas gostosas, beije, abrace, dance, apaixone-se, relaxe, viaje, pule, durma tarde, acorde cedo, corra, voe, cante, arrume-se para ficar linda, arrume-se para ficar confortável, admire a paisagem, aproveite, e acima de tudo, deixa a vida te despentear!!!!

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Dia do Orgulho Hetero???

E os comentários da semana são em torno desse Dia do Orgulho Hetero, aprovado pela Câmara de Vereadores de São Paulo. Eu fico pensando qual a real necessidade de se criar um dia em que se mostre o orgulho de ser hetero. É pra concorrer com a parada gay? A parada gay acontece não (só) por exibição ou necessidade de exposição. A parada gay nada mais é do que uma forma de os homossexuais lutarem por direitos que eles também têm, é uma forma de protestar ao preconceito que eles sofrem.

Alguma justificativa plausível foi dada? “Respeito à moral e aos bons costumes”? Pelo que os heteros pretendem lutar com o dia de mostrar o orgulho por serem assim? Eles sofrem preconceito, falta de apoio e incentivo? Ou é um grito de liberdade da sociedade preconceituosa? Quem é hetero de verdade não precisa mostrar que se orgulha disso. O fato é que muitas pessoas se escondem atrás de uma vida comum, com parceiro do sexo oposto, filhos e deixam pra revelar do que gostam às escondidas.

Aprovar um dia como esse é um incentivo à intensificação das ações homofóbicas, represálias e do preconceito contra aqueles que se satisfazem com parceiro do mesmo sexo. Quem sabe até eles não acatam a data como Dia do Homofóbico???

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Sobre a Manifestação de Salvação do Recife antigo

Aqui lendo sobre a Manifestação de Salvação do Recife Antigo, que, diga-se de passagem, tive vergonha alheia pelo baixo número de participantes - foram 60, quando mais de 13 mil pessoas haviam confirmado presença -, uma coisa em particular me chamou a atenção.

Antes de qualquer coisa, não estou julgando o ato, até apoio a valorização do Recife Antigo, mas me refiro a uma das reinvindicações. Aqui vão elas: "O grupo pede mais segurança pública, incentivo à cultura, políticas sociais voltadas para os meninos abandonados na rua, maior combate ao tráfico de drogas, entre outros medidas".

Maior combate ao tráfico de drogas? Gente, quanta hipocrisia. Quando eles pararem de consumir drogas, haverá a diminuição do tráfico, sem dúvida. Como querer reinvindicar algo que eles mesmos causam? Alguém é obrigado a consumir as drogas que os traficantes desfilam abertamente nas ruas do Recife Antigo? E, se há oferta, é porque há procura. Regrinha básica de Economia.

Isso tudo é só pelo fato de que eu não uso drogas? Não, não é. É pelo fato de ver que uma manifestação que eu vejo como séria, de valorização da cultura, da história, do turismo, inclusive em favor do crescimento da economia, foi permeada com hipocrisia e reinvindicações contraditórias com a realidade.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Coisas do meio

Cedendo o espaço, hoje, à minha querida Monique Morais.

Caruaru se expande a cada dia e de forma as vezes assustadora. Dentre os inúmeros setores da nossa esfera municipal, vamos falar de um bem conveniente e que tende a ser abordado no momento mais apropriado: o São João. Marco da nossa cidade, motivo de orgulho até para quem não é da terrinha, e claro, oportunidade perfeita para confraternizar com os colegas de profissão.


Fazendo uma breve análise sobre o meio jornalístico caruaruense, cheguei a conclusões que provavelmente não agradarão a muitos, o que também não é o interesse desse texto. Aliás, esse texto foi feito para desagradar a grande maioria e distribuir carapuças para quem as merece, mesmo sabendo que o efeito disso será nenhum.


Recém formada e praticamente estreante na área, já percebi que é necessário adotar comportamentos e máscaras para poder socializar com os COLEGAS que trabalham com o jornalismo. Obviamente isto não é novidade para ninguém, se brincar, nem com os que ainda estão na faculdade, mas enfim, a minha reflexão e dúvida são bem simples, tentem acompanhar meu raciocínio: Alguns dos jornalistas que exercem a profissão aqui em Caruaru (só tenho autonomia e experiência para falar de Caruaru mesmo) possuem uma necessidade, que de tão ridícula beira o cômico, para demonstrar poder, autoridade (de que?) e status na tentativa desesperada de demonstrar ao COLEGA que de alguma forma é superior.


Bom, vamos refletir brevemente e isoladamente sobre falsidade...


Este é um direito que consiste a qualquer ser humano e que, a depender da ocasião, é até necessário e justificável. Só que parece que as pessoas perderam o limite do "falsidômetro", e as épocas de festas são as ocasiões perfeitas para demonstrar isso na melhor forma: a prática.


Não tenho interesse de cutucar quem não merece, longe de mim queimar tanta gente boa que conheci na faculdade, nos estágios e no local de trabalho onde me encontro atualmente. Mas me refiro às pessoas para quem já fui profissionalmente útil um dia e que hoje em dia olham e viram a cara descaradamente só porque não dependem mais de uma matéria, entrevista, flash, etc.


Confesso que isso não estou mendigando atenção, porque sinceramente, essas pessoas não influenciam de maneira alguma a minha vida. Mas são criaturas que acabo encontrando eventualmente nestes eventos (embora eu participe pouquíssimo dos mesmos). Fato é que eu, particularmente, acho nojento e engraçado a pequenez de caráter (ou ausência) de alguns COLEGAS.
E aí é que surge a dúvida: Em função de que essas pessoas agem de tal forma? Causar polêmica? Acham que são queridas por todos ou fazer justamente por não se importar em serem bem/mal-quistas?


Se analisarmos com um pouquinho mais de calma, podemos acabar por descobrir que essa pompa toda, esse “eu sou fantástico como profissional e reconhecido perante todos no meio como alguém necessário” não passa de fraqueza e carência de atenção. Pessoas que realmente se bastam e desempenham um bom trabalho não precisam de holofotes para brilhar, até porque, o brilho mais artificial que pode existir é justamente esse, que quando puxamos a tomada, o “alvo” fica em breu completo.


Embora não seja cristã, sei que na bíblia diz (em algum lugar lá): “Que brilhe vossa luz”, mas aparentemente parte dos jornalistas de Caruaru ainda não conseguiram compreender a mensagem e precisam que os outros sanguessugas, discípulos, ou falsos admiradores acendam essa luz em uma tomada, plugando a falsidade como lei predominante nesses eventos.


Essa necessidade de estar sempre chamando atenção, sendo alvo de comentários, positivos ou não, só demonstra que essas pessoas, por mais que desempenhem bem seus papeis como jornalistas (o que nem sempre acontece, já que nem imparciais conseguem ser) são apenas figuras que acham que reinam em um mundinho, que embora pareça grandioso, é sempre composto pelas mesmas caras mascaradas e pelos mesmos fatos ridículos de intriga e retomada de “amizade”, além dos aprendizes/admiradores que ainda não chegaram ao mesmo patamar que eles. Na verdade, são raramente reconhecidos pela qualidade e relevância do trabalho que exercem.


Fico tranqüila ao saber que não é todo o meio que é assim e que me mantenho bem distante deste outro que é tão corrompido e baixo quanto a política consegue facilmente ser, até porque no fundo, é isso mesmo, tudo não passa de um jogo de interesses, onde pessoas são usadas até quando podem ser úteis.


Nós, do meio jornalístico de Caruaru, poderíamos passar a refletir mais sobre os valores que possuímos e aplicamos socialmente quando estamos entre colegas ou na ausência deles. Isso evitaria a péssima fama que já é dominante entre os atuantes do meio e valeria algo além de coleguismo, como amizades de verdade e sólidas, onde as pessoas não são uteis e sim queridas.

Vale a reflexão.



(Monique Morais)

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

"E hoje em dia, como é que se diz: 'Eu te amo'?"

Como se diz eu te amo hoje? Foi com essa frase se repetindo na minha cabeça que terminei o dia. Depois de ouvir "Vamos fazer um filme", de Renato Russo, eu comecei a pensar nas relações humanas atuais e, em especial, comecei a me perguntar como se diz eu te amo hoje.

Numa moda de relações abertas, da onda do desapego, das relações individualistas, o ser humano perdeu a capacidade de reconhecer no outro a sua completude. O "nosso" deu lugar ao "meu".

Essa coisa de evitar envolvimento por não querer o compromisso de dar atenção e carinho a alguém só reflete o egoísmo com que estamos vivendo. Egoísmo que esconde o medo da rejeição e o medo de descobrir que viver contrariando uma "filosofia de vida" pode ser bom. Você pode acabar gostando daquilo que repudia. Isso amedronta. Por isso, é bem mais fácil defender uma vida vazia, feita de caprichos e desejos atendidos quando você quer, sem cobranças, sem autoritarismo.

É muito mais fácil, e mais cômodo, levar uma vida de relações passageiras. Ninguém o perturba. Mas também ninguém o procura com saudade. Mas não saudade de estar com você na cama, e sim saudade do seu sorriso, do seu cheiro, da sua voz.

Você começa a achar ridículo toda e qualquer relação em que haja o "nosso". Pode não ser ridículo, colega, pode ser inveja. Viver sozinho no "seu muundo" o satisfaz temporariamente, mas cansa. Você começa a pensar em como é bom receber uma ligação preocupada, carinhosa, saudosa. Começa a pensar que uma noite com o "meu" pode parecer tranquila, mas várias noites sem o "nosso" tornam-no solitário, frio, indiferente. Ah, e se você chegou a esse ponto, de perceber a solidão das noites com o "meu", chegou o momento de viver o "nosso". No entanto, depois de tantas relações vazias, sem "eu te amo" nem preocupações, essa história de viver o "nosso" se torna cada vez mais difícil. Difícil de achar com quem viver difícil de se renovar para viver.

Para se aprender a dizer eu te amo, é necessário muito mais do que decorar melodias ou frases clichês de filmes românticos. É preciso se doar e ser "nós", deixar de ser "eu". Não precisa perder a sua essência, mudar os seus gostos ou o seu caráter, se é esse o seu medo. Para dizer eu te amo, é preciso aprender a pensar como um ser único, mas sendo dois.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Fé, força e oração

Existem coisas que, de tão dolorosas, parecem um pesadelo.
Sabe quando você sente aquela vontade de gritar: "Chega, eu quero acordar!"?

E o pior é saber que aquele que mais está machucado está precisando, mais do que nunca, de ajuda. E você precisa criar forças não sei de onde.

Antes qualquer e todo problema fosse familiar, amoroso, profissional. Problema mesmo é quando é a saúde o que está em jogo. Principalmente quando é aquele problema que, além da força de vontade, precisa de um tratamento longo, denso, cansativo... E, claro, sendo muito consciente de que o tratamento pode não dar certo e aí o final todo mundo já conhece.

O mais importante de tudo é ter vontade de viver, apoio da família, dos amigos. É ser responsável o suficiente para levar o tratamento a sério, tomar os medicamentos.

Agora pese tudo isso quando é alguém que você ama como se fosse um irmão. O quanto você desejaria que fosse diferente?

Nós nos perguntamos várias vezes: por quê? Por que com aquela pessoa? Batalhadora, de bom coração, amiga, alegre, iluminada, prestativa.

São tantos questionamentos.

Ninguém veio a esse mundo apenas para divertimento. Nossa maior missão é o aprendizado, e, muitas vezes, ele vem da pior forma possível.

A nós, impotentes, só resta orar, ter fé e buscar forças para um renascimento.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Só um desabafo

Se cada um soubesse de sua responsabilidade e cumprisse com ela, existiriam menos desafetos, menos mágoa, menos rancor no mundo.

A irresponsabilidade aliada à imaturidade nos faz perder coisas tão importantes. Muitas delas, só vemos a longo prazo, quando percebemos o desprezo e a falta de admiração. Aí, meu amigo, é tarde.

E, mais cedo ou mais tarde, o destino de quem ignora, não valoriza, não dá atenção é ficar sozinho.